Moradores de Jardim Camburi protestam contra obras do mergulhão
“Estamos defendendo uma cidade chamada Vitória, uma orla marítima chamada Camburi, o direito de nossos filhos atravessarem a rua, dos ciclistas fazerem seus treinamentos na região, de ter qualidade de vida. Não há nenhum benefício com essa obra porque aumentar a velocidade dos carros é malefício para quem vive aqui”, ressalta.
Bicalho afirma que o movimento não é político e garante que ninguém é contra obras de melhorias, porém os moradores não consideram que o mergulhão seja a alternativa para a região. Ele se queixa, ainda, que a administração municipal não ouve a comunidade em suas reivindicações.
Publicado em 16/08/2025 às 10h32
Grupo de manifestantes usou cartaz, faixa e carro de som para criticar as obras do mergulhão em Jardim Camburi, vitória Crédito: Leitor | A Gazeta
Um protesto reuniu moradores de Jardim Camburi, em Vitória, na manhã deste sábado (16), em frente ao canteiro de obras do mergulhão, no encontro da Avenida Dante Michelini com a Rodovia Norte Sul. O grupo usou faixas, cartazes e carro de som para criticar a intervenção, que está sendo executada pela prefeitura e deve alterar o tráfego no bairro.
Conforme divulgado pela administração municipal, o projeto de construção do mergulhão em Jardim Camburi prevê acabar com faixas de pedestres no encontro da Avenida Dante Michelini com a Rodovia Norte Sul e, ainda, a retirada dos semáforos existentes no local. Como compensação, deverá ser implantada uma passarela para os moradores acessarem a praia ou saírem da orla em direção ao bairro.
Em nota, a prefeitura disse que o mergulhão “vai reduzir o tempo de travessia da interseção da Avenida Dante Michelini com a Rodovia Norte Sul, que hoje é de 55 a 88 segundos, para no máximo 10 segundos. A velocidade média dos veículos que transitam pelo trecho – parando nos semáforos e enfrentando as retenções – hoje é de 2 km/h e vai passar para 33km/h com os dois mergulhões”.
Segundo o município, a obra se encontra na primeira fase, que deverá ser concluída até o final do ano. O Executivo também reforçou ter feito cinco reuniões e uma audiência pública com moradores do bairro para apresentar o projeto.
Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.