Calçadão Brasil – Revista Veja mente mais uma vez visando manipular eleitores
A quinze dias do segundo turno, a mesma revista Veja estampou em sua capa uma acusação rocambolesca: a de que R$ 30 milhões em espécie, oriundos do banqueiro preso Vorcaro, teriam financiado o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula.
A história do arbítrio político e da manipulação eleitoral no Brasil guarda um padrão inquestionável: a repetição das mesmas táticas de mentiras contra o PT.
Se não acredita, vou te provar.
Em agosto de 2014, quando a Operação Lava Jato ainda moldava suas ferramentas de coação, o ex-diretor Paulo Roberto Costa resistia em fechar um acordo de delação. Depois de uma mudança de conjuntura causada pela forte disputa eleitoral, Costa acabou cedendo ao roteiro que hoje sabemos foi desenhado pelos procuradores de Curitiba.
A narrativa central que alimentava o consórcio acusatório baseava-se na tese matemática dos 3% de “sobrepreço” em contratos da Petrobras para abastecer partidos políticos.
A imprensa comercial transformou essa estimativa em dogma incontestável, pavimentando o caminho para a famosa capa da revista Veja na véspera do segundo turno de 2014, que alardeava que o Planalto “sabia de tudo”. Uma jogada da revista que claramente ajudava o então candidato a presidente da República Aécio Neves.
Vale lembrar que a mesma advogada que encaminhou nove acordos de delação premiada, inclusive o primeiro acordo falso do Paulo Roberto Costa, Beatriz Catta Preta, já tinha conduzido um acordo também falso contra José Dirceu em 2010. A família Catta Preta é tradicional no direito mineiro e tem relações fortes com a política institucional que à época era comandada pelos tucanos que queriam derrubar a Dilma.
Só que mentira tem perna curta e aos poucos a verdade se revelou. Poucos meses depois, em fevereiro de 2015, a defesa da OAS exigiu uma perícia contábil nos contratos para verificar se havia, de fato, superfaturamento ou cartel.
O então juiz Sergio Moro indeferiu o pedido sem hesitar, declarando a perícia “irrelevante”. Não importavam os dados auditados ou a verdade dos fatos: a convicção já estava dada e o objetivo político cumprido.
Em abril de 2015, Paulo Roberto Costa troca de advogado e confirma que o que havia contado era mentira: não existia sobrepreço nas obras da Petrobras.
O estrago já estava feito, mas a mentira oficialmente ruiu.
Doze anos se passaram e a Veja tenta acionar a mesma alavanca às vésperas de mais uma disputa decisiva.
A quinze dias do segundo turno, a mesma revista Veja estampou em sua capa uma acusação rocambolesca: a de que R$ 30 milhões em espécie, oriundos do banqueiro preso Vorcaro, teriam financiado o documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Lula.
O que se revela por trás dessa operação de contrainformação é um conluio sólido entre o banqueiro, setores da imprensa e o clã Bolsonaro.
Como revelado pelo Grupo Prerrogativas, Vorcaro operava sob a promessa de soltura caso a extrema direita vencesse as eleições, tentando construir moeda de troca ao negociar vazamentos e factoides com emissoras de televisão e jornais.
Vamos derrotar mais uma vez a mentira e entregar o país para o caminho da verdade.
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Fórum.
Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.

