O editorial encerra com uma condenação frontal ao legado político do clã Bolsonaro, afirmando que a família “não gerou nada de bom para o País” e que, por isso, mereceria “o mais absoluto desprezo”.
Leia o Editorial – Fonte – Jornal o Estado de São Paulo.
“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo.
Editorial do Estadão afirma que senador do PL carrega histórico marcado por escândalos, relações obscuras e desinformação política
“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo (Foto: Brasil 247 / Dall-E)
247 – Em um dos editoriais mais duros já publicados contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o jornal O Estado de S. Paulo afirma que ninguém pode alegar surpresa diante das mentiras do senador sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como personagem central do escândalo do Banco Master. No texto intitulado “Isto é Flávio Bolsonaro”, o Estadão sustenta que o episódio apenas reforça uma trajetória política marcada por denúncias, escândalos e práticas consideradas incompatíveis com a vida pública.
Segundo o jornal, integrantes da equipe de campanha de Flávio passaram a divulgar nos bastidores que teriam sido “surpreendidos” ao descobrir a proximidade entre o senador e Vorcaro. O editorial, porém, desmonta essa narrativa de forma contundente:
Flávio Bolsonaro lidera o Clã de uma família que tem como profissão serem perpetuados como políticos. Um grupo em conluio em rumo a descrebilidade, perante fatos que estão sendo revelados.
A manipulação pelo voto busca o imperialismo pela via democrática, tornando o clã bolsonarista uma tentativa de herança de poder pelo “sangue azul” – fazendo vitimismo e discurso de união pelo conservadorismo, enganando cristãos desinformados da realidade obscura da relação do “rei e dos principes e/ou nores da corte”, do famigerado conluio de falsa direita conservadora.
Por – Mário Berardinelli – edição.
“Esse escândalo não muda uma vírgula da biografia de Flávio”, escreveu o Estadão, ressaltando que o filho de Jair Bolsonaro já acumulava, antes mesmo do caso Banco Master, acusações envolvendo rachadinhas, vínculos com milicianos e negócios imobiliários em dinheiro vivo.
O jornal também afirma que Flávio Bolsonaro mentiu repetidamente “para aliados, para sua equipe de campanha e para a imprensa” ao tentar ocultar ou minimizar sua relação com Daniel Vorcaro. Para o Estadão, o comportamento do senador não seria um desvio ocasional, mas parte da própria lógica política do bolsonarismo. “A mendacidade é a própria natureza do clã Bolsonaro”, escreveu o jornal, em uma das passagens mais agressivas do texto.
O editorial vai além e sustenta que a política construída pela família Bolsonaro sempre esteve baseada na desinformação e na manipulação emocional de seus apoiadores. O Estadão afirma que o próprio filme sobre Jair Bolsonaro, produzido com recursos associados a Vorcaro, retrata um personagem inexistente, “inventando um Bolsonaro que só existe nos delírios da família”.
Escândalo amplia desgaste do bolsonarismo
Na avaliação do jornal, o escândalo do Banco Master aprofunda o desgaste moral e político do bolsonarismo justamente porque expõe relações consideradas promíscuas entre poder político, interesses financeiros e campanhas eleitorais. O Estadão critica duramente aliados que seguem apoiando Flávio Bolsonaro mesmo após as revelações.
Segundo o texto, parte do campo bolsonarista estaria disposta a ignorar qualquer acusação desde que o senador permaneça competitivo eleitoralmente contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O editorial ironiza essa postura ao afirmar que, para esse grupo, “pouco importa” se Flávio esteve ligado ao “protagonista do maior escândalo financeiro da história brasileira”, se teve relações com milicianos ou se foi acusado de se beneficiar de esquemas de rachadinha.
O jornal também sugere que o filme financiado com recursos ligados a Vorcaro pode ter servido a objetivos políticos e financeiros da família Bolsonaro. Sem apresentar acusações judiciais diretas, o editorial afirma que críticos poderiam enxergar na produção um mecanismo para “lavar dinheiro, fazer caixa de campanha e sustentar o irmão de Flávio, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, na sua dolce vita nos EUA”.
Projeto político baseado na impunidade familiar
Outro eixo central do editorial é a acusação de que a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro teria como único objetivo proteger Jair Bolsonaro de condenações judiciais. O Estadão afirma que o senador “nunca escondeu” que sua prioridade é livrar o pai da prisão e sustenta que governar o Brasil jamais esteve no horizonte político da família.
O texto retrata Jair Bolsonaro como um político incapaz de exercer plenamente a Presidência e afirma que, durante seu mandato, o ex-presidente terceirizou a administração do governo por “absoluta inaptidão ao trabalho”. Na visão do jornal, o bolsonarismo transformou o Estado em instrumento de proteção familiar e sabotou qualquer tentativa de construção de uma oposição democrática conservadora fora do núcleo Bolsonaro.
O editorial afirma ainda que a extrema direita brasileira permanece refém dos interesses privados da família. “A lealdade, como ocorre na máfia, é a laços de sangue”, escreveu o Estadão, acrescentando que os Bolsonaro jamais demonstraram compromisso com valores republicanos ou com um projeto nacional.
Estadão afirma que legado do bolsonarismo foi destruição política
Na conclusão do texto, o jornal sustenta que o bolsonarismo produziu apenas “ressentimentos e destruição de consensos mínimos entre concidadãos”. O Estadão afirma ainda que a atuação política da família Bolsonaro contribuiu diretamente para o retorno do presidente Lula ao poder, ao fragmentar e radicalizar o campo da direita brasileira.
O editorial encerra com uma condenação frontal ao legado político do clã Bolsonaro, afirmando que a família “não gerou nada de bom para o País” e que, por isso, mereceria “o mais absoluto desprezo”.
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Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.