Calçadão Cultura – Vila Velha – Exposição “Olhares Indígenas” e Painel “A Chegada” – Hoje (26) último dia

Calçadão Cultura – Vila Velha – Exposição “Olhares Indígenas” e Painel “A Chegada” – Hoje (26) último dia

Foto - Rodolpho Valdetaro - Painel - releitura - "A Chegada"exposta no Museu Casa da Memória.neste domingo na Casa da Memória em Vila Velha

Texto: Rodrigo Elias  Foto: Assessoria – PMVV

A exposição “Olhares Indígenas”, na Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, reúne pinturas, esculturas, utensílios, cestaria e artesanato produzidos pelos artistas indígenas Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani, da Aldeia Boa Esperança, em Aracruz. A mostra segue aberta até esté domingo, dia 26 de julho, e pode ser visitada das 8h30 às 17h30.

A exposição propõe uma releitura da história da colonização da Capitania do Espírito Santo a partir da perspectiva dos povos originários.

Os artistas acumulam participação em exposições, encontros culturais e ações de difusão das culturas indígenas. O Espírito Santo possui mais de 14 mil indígenas, distribuídos em diferentes territórios. Em Santa Cruz, distrito de Aracruz, estão localizadas 12 aldeias das etnias Guarani e Tupiniquim.

Segundo o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha, Luiz Paulo Rangel, a exposição amplia o debate sobre a formação cultural capixaba. “Está sendo considerada nessa exposição, de maneira essencial, a perspectiva sob o olhar e sentimentos dos povos originários que aqui estavam e dos negros escravizados que vieram depois. Ambos fundamentais para a cultura e formação da nossa gente, influenciando costumes, a língua, a alimentação e o desenvolvimento das terras capixabas, do nosso estado do Espírito Santo”.
 

Artista genuinamente “Canela Verde” – Rodolpho Valdetaro –  exposta no Museu Casa da Memória – “A Chegada”

A mostra também apresenta uma releitura do painel “A Chegada”, obra do artista canela-verde Rodolpho Valdetaro exposta no Museu Casa da Memória. A nova leitura revisita o desembarque de Vasco Fernandes Coutinho na Prainha, em 23 de maio de 1535, sob o ponto de vista dos povos indígenas que ocupavam o território naquele período.

O secretário de Cultura de Vila Velha, Felipe Marques Fonseca, afirma que iniciativas voltadas aos povos originários fortalecem o reconhecimento das matrizes culturais que compõem a identidade do município. Segundo ele, a circulação dessas narrativas amplia o acesso à memória coletiva e contribui para a valorização das diferentes formações históricas presentes na cidade.

A realização conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, SNC, Funcultura e Secult-ES, além de apoio institucional da Prefeitura de Vila Velha.


Claudiomiro Guarani e Sônia Guarani 

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