Entrevista – Jaqueline Moraes – Da Praça Costa Pereira ao Palácio Anchieta: a trajetória de uma mulher humilde e digna de apoio

Entrevista – Jaqueline Moraes – Da Praça Costa Pereira ao Palácio Anchieta: a trajetória de uma mulher humilde e digna de apoio

Foto Jaqueline Moraes como governadora do estado do E. Santo -Da Praça Costa Pereira ao Palácio Anchieta como vice governadora do estado do Espírito Santo: a trajetória de Jacqueline Moraes é um exemplo para todas as mulheres, não apenas as mulheres de origem, descendência afro.  

 

POR – MÁRIO BERARDINELLI – Editor de POLÍTICA –

Entrevista 

Jaqueline Moraes – Pré-candidata a deputada estadual pelo PSB

Da Praça Costa Pereira ao Palácio Anchieta: a trajetória de Jacqueline Moraes.

“Em 2018, fui convidada para ser vice-governadora do Espírito Santo. Foi um desafio que aceitei com muita responsabilidade. Tive a honra de ser a primeira mulher afrodescendente, a primeira  negra a ocupar esse cargo de vice governadora e governadora em interinidade no Estado.”

Como foi a sua iniciação na política?

“Eu não vim de partido, vim da rua, do bairro, das reuniões de associação de moradores em Cariacica. Com 18 anos, me candidatei a vice-presidente da AMOPLA, a associação do Planeta II, onde eu morava.

Depois, fui presidente da associação dos moradores do bairro Operário, e minha entrada na política não aconteceu por meio de partidos, mas a partir dessa minha atuação como liderança comunitária.

O estalo para a vida política veio numa palestra, ainda como liderança comunitária. A pauta era como captar recursos em Brasília para pavimentar as ruas do meu bairro.

Quando vi que aquilo era possível, que dava para transformar uma rua de terra em asfalto através da política, entendi que meu lugar não era mais só na plateia. Foi ali que percebi: eu precisava estar dentro da política, atuando, e não só cobrando dela do lado de fora.

“Não foi ambição de carreira. Foi consequência do trabalho que eu já fazia”.

A política me encontrou no meio do trabalho de base, e é por isso que, até hoje, busco ocupar esse lugar de onde eu escuto e de onde eu falo.”

A vida como camelô — o que essa fase te ensinou?

Minha vida de camelô foi a maior escola que eu já tive. Assumi a barraca de camelô em 1995, depois da morte do meu pai, e por quinze anos trabalhei ao lado do meu marido, na Praça Costa Pereira, em Vitória.

Naquela época eu não sonhava com cargo público, minha preocupação era vender o suficiente para sustentar a família. Foi ali que aprendi lição que carrego até hoje. Quem vive da informalidade sabe o que é trabalhar para comer amanhã, conviver com a incerteza todo santo dia e ainda assim encontrar força para recomeçar.

Aprendi a negociar, a administrar pouco recurso, a ouvir gente e a resolver problema na hora. E aprendi, sobretudo, que dignidade não está na profissão. Está na honestidade de quem trabalha.

Um episódio dessa fase marcou profundamente minha vida: tive minhas mercadorias apreendidas numa fiscalização e fui levada à delegacia.

Foi ali que entendi, na prática, o que é estar do lado mais frágil, do lado do trabalhador. Essa experiência mudou a forma como passei a enxergar o papel do Estado.

Ser presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes moldou sua forma de fazer política e o que essa trajetória ensinou sobre liderança e políticas públicas?

Sem dúvida. Costumo dizer que meu primeiro mandato começou antes da política institucional, quando passei a representar os camelôs do Espírito Santo. Foi ali que aprendi que liderança é ouvir, construir solução junto e defender quem, na maioria das vezes, não tem voz. A informalidade também mudou a forma como enxergo o papel do Estado.

Teve um período em que minha maior luta era simplesmente garantir o sustento da minha família, e eu já disse isso publicamente, continuo acreditando: eu lutava pelo direito de trabalhar, de comer, de investir no meu próprio futuro.

Essa vivência me ensinou que autonomia financeira, na maioria das vezes, não depende só do esforço de cada um. Depende de oportunidade, de acesso a crédito, de qualificação.

De política pública que respeite quem vive do próprio trabalho. É essa realidade que trouxe para a vida pública, e é ela que ainda orienta a forma como penso a inclusão, sobretudo para mulheres e pequenos empreendedores.

Nunca deixei a política me afastar de onde eu vim. É essa memória, na verdade, que me ajuda a tomar decisões mais próximas da realidade das pessoas.

 Como vereadora de Cariacica, a Sra. foi uma das parlamentares mais votadas e chegou à vice-presidência da Câmara Municipal – CMC, quais foram os principais atuações de seu mandato de vereadora e de que forma essa experiência ajudou a moldar sua capacidade de articulação política?

Meu mandato foi marcado pela tentativa de transformar pauta social em política pública concreta. Um dos projetos de que mais me orgulho foi fortalecer a merenda escolar com alimentos comprados direto de produtores orgânicos de Cariacica, criando uma ponte entre agricultura familiar, alimentação saudável e educação. A proposta valorizava quem produz no município, estimulava a economia local e, ao mesmo tempo, garantia refeição de melhor qualidade para os estudantes da rede pública.

Também fui relatora das comissões de Saúde, Educação e Assistência Social, onde acompanhei de perto debates e projetos voltados aos serviços públicos essenciais.

Essa vivência ampliou minha percepção sobre a necessidade de integrar diferentes áreas para responder às demandas da população. Exercer a vice-presidência da Mesa Diretora, ao mesmo tempo, exigiu diálogo constante com parlamentares de posições diferentes.

Foi um período em que aprendi que construir consenso não é abrir mão de valores. Mantive a defesa das mulheres, dos movimentos sociais e das comunidades mais vulneráveis, buscando convergência para fazer avançar projetos de interesse coletivo. Essa combinação de atuação social, entrega concreta como o incentivo à agricultura familiar pela merenda escolar, e a capacidade de negociação institucional, foi, sem dúvida, determinante na minha trajetória.

Mostra que dá para articular forças políticas diferentes sem perder o compromisso com quem mais precisa.

Em 2019, a senhora se tornou a primeira mulher negra e oriunda da periferia a assumir a vice-governador ia do Espírito Santo. O que esse momento expressivo representou na sua vida e na política estadual?

Quando subi aquela escadaria, levei comigo a história de tanta gente que nunca se viu representada nesses lugares.

Não enxerguei aquela conquista como ponto de chegada, mas como a abertura de uma porta para que outras mulheres, principalmente negras e vindas da periferia, pudessem acreditar que também pertencem a esses espaços.

Fui eleita ao lado do governador Renato Casagrande com a confiança da maioria dos capixabas, e isso reforçou em mim a responsabilidade de exercer o cargo com diálogo, trabalho e compromisso com o interesse público.

Sempre acreditei que representatividade só ganha sentido quando se traduz em resultado concreto para a população. O simbolismo importa porque ele inspira e amplia horizontes; mas precisa caminhar junto com a capacidade de governar, ouvir as pessoas e construir política pública que transforme vidas.

Dessa iniciativa nasceram projetos como o Agenda Mulher Itinerante, que levou capacitação às microrregiões do Estado; o D’Elas, em parceria com a Aderes, para apoiar mulheres empreendedoras; o Elas no Campo e na Pesca, voltado a produtoras rurais e pescadoras; o Corte de Lovelace, que incentivou meninas na programação e na robótica; e a Linha de Crédito para Mulheres, em parceria com o Banestes.

Fortalecemos também iniciativas de qualificação e empreendedorismo que chegaram a milhares de mulheres capixabas.

O maior diferencial desse trabalho foi reunir secretaria, instituição, iniciativa privada e sociedade civil em torno de uma política transversal.

Nosso objetivo era fazer a pauta das mulheres deixar de ser responsabilidade de uma única área.

E qual é a sensação de entrar para a História, ao ser a primeira mulher a assumir o Governo do Estado interinamente. Uma mulher, a Sra. teve a missão de governar o estado. O que esse momento representou para você?

Foram momentos de muita responsabilidade e de significado profundo para as conquistas femininas, pois assumi o cargo de governadora do Espírito Santo, interinamente, em quatro ocasiões durante o mandato de Renato Casagrande (2019–2022).

Jacqueline Moraes – posse como vice-governadora do estado do Espirito Santo

É um marco histórico e simbólico para nós, mulheres. Tive a oportunidade de ressaltar esse simbolismo em vários momentos, tão necessário para afirmar a conquista das mulheres.

Lembro que, na minha primeira posse, destaquei que não poderíamos esquecer outras mulheres que ocuparam cargo de destaque na política do Espírito Santo: D. Luiza Grimaldi, que governou por quatro anos a antiga capitania, sucedendo o marido, o donatário Vasco Fernandes Coutinho Filho, quando de seu falecimento; Maria Ortiz, nossa heroína contra o invasor estrangeiro; Geny Grijó, primeira mulher vereadora na Câmara Municipal de Vitória; Judith Leão Castello Ribeiro, professora, educadora e primeira mulher a ocupar uma cadeira na Assembleia do Espírito Santo; e tantas outras que fizeram história e fizeram diferença no nosso Estado.

Fico feliz por ter sido mais uma representante de gênero à frente do Governo, e por ter dividido com o governador Renato Casagrande os desafios do Espírito Santo.

Depois da eleição e atuação como vice-governadora, a Sra. assumiu a primeira e inovadora Secretaria de Estado das Mulheres. Qual foi o significado desse novo desafio, e quais resultados mais a orgulham?

Assumir a Secretaria de Estado das Mulheres teve um significado especial. Mais do que ocupar um cargo inédito, participei da construção de uma política pública que nasceu da luta de muitas mulheres e dos conselhos que defendem essa pauta há anos.

Nosso objetivo sempre foi transformar políticas para as mulheres em ação permanente de Estado, com proteção, autonomia e mais oportunidades.

  1. Agora de 2023 a abril de 2026, na reeleição  do governador Renato Casagrande tendo como vice-governador o atual governador Ricardo Ferraço, recebi essa missão: comandar a primeira Secretaria de Estado das Mulheres.

Desde então, trabalhamos para ampliar a política pública voltada às mulheres capixabas. Saímos de apenas quatro municípios com organismo de políticas para as mulheres para 40, fortalecendo a rede de proteção, acolhimento e autonomia — um atendimento que já acolheu 175 mil mulheres.

Também estruturamos o programa Mulher Viver+, que reúne diversas ações para melhorar a vida das mulheres em todo o Espírito Santo.

Os números da violência ainda preocupam — sei disso melhor do que ninguém. Mas hoje a mulher capixaba confia mais nos canais oficiais: em 2025, passamos a receber uma média de 200 ligações por dia na Polícia Civil. É sinal de que ela não se cala mais.

Coloquei tudo isso no meu livro, “Quando o incômodo vira política pública” — os bastidores dessa luta, com foco no feminicídio zero. Tenho muito orgulho desse caminhar. O livro demonstra que, com oportunidade, compromisso e trabalho sério, dá para transformar experiência de vida em política pública que faz diferença na vida das pessoas.

 Como foi a parceria com o governador Renato Casagrande durante o período em que vocês governaram juntos?

Minha parceria com o então governador Renato Casagrande não começou por estratégia política, mas pela confiança construída ao longo dos anos.

 

José Renato  Casagrande, Jaqueline Moraes e a eterna Primeira Dama Maria Virgínia Casagrande.

Nos conhecemos quando eu ainda era líder comunitária, e essa relação foi se fortalecendo pelo trabalho e pelo resultado. Em 2018, fui convidada para ser vice-governadora do Espírito Santo. Foi um desafio que aceitei com muita responsabilidade.

Tive a honra de ser a primeira mulher e a primeira pessoa negra a ocupar esse cargo no Estado. Durante o mandato, sempre que o governador precisou viajar para representar o Espírito Santo, assumi o governo em diversas ocasiões. Nesse período, pude tomar decisão importante, como a criação do Observatório de Políticas Públicas para as Mulheres.

O Renato Casagrande, um lider que exerceu, liderou três gestões como governador, uma gestão ao lado do Dr. Vitor Buaiz, foi eleito vice governador, em Brasília tem reconhecimento nacional como senador da república, deputado federal, no estado foi deputado estadual  no inicio de sua vida pública, teve a sensibilidade de nos trazer para o centro do poder.

Foto – José Renato Casagrande.

“Ele é um exemplo de fidelidade, respeita a todos os agentes politicos independente de ideologias partidárias, é filiado ao PSB – sua única filiação partidária”.

Jaqueline Moraes e José Renato Casagrande na ocasião que assumiu pela quarta vez o governo do estado.

E a nossa história, gestão política prova uma coisa: a política que dá certo é aquela que aposta em gente de verdade, que tem coragem de cuidar de gente.

 Quais resultados desse trabalho mais a orgulham?

O que mais me dá satisfação, legado é olhar para trás e ver o Agenda Mulher deixar de ser um plano no papel para virar política de Estado que transformou vida de verdade. Mulher que antes não tinha voz hoje ocupa espaço, lidera comunidade, abre o próprio negócio.

Essa é a prova de que fizemos a escolha certa. Quando lançamos o Encontro com as Mandatárias, não imaginávamos que estávamos plantando semente de uma nova geração de liderança feminina no Espírito Santo. Mulheres eleitas de partidos diferentes, sentadas juntas, discutindo política pública sem bandeira, só com um propósito em comum: igualdade de gênero.

Ver as mulheres na política se apoiando, trocando experiência, inspirando outras a se candidatarem, como aconteceu nas eleições de 2022, foi testemunhar política sendo feita com afeto, com escuta, com presença?

Foi testemunhar política sendo feita com afeto, com escuta, com presença.” Depois vieram as mulheres do Elas no Campo e na Pesca, que hoje não são só produtoras, são protagonistas de suas comunidades. As mais de 33 mil que passaram pelo Qualificar Mulher ES e hoje têm profissão, sustento, uma nova chance.

As mais de 1,3 mil microempreendedoras fortalecidas pelo D’Elas, que saíram da invisibilidade para virar donas do próprio destino. Retomar as Conferências Estaduais de Políticas para as Mulheres, em 2025, foi como reabrir uma casa que tinha sido fechada.

Recebemos mulher quilombola, pescadora, indígena, pomerana, cigana, mãe atípica, mulher LBT, todas trazendo sua luta, sua dor, sua proposta. Foi um momento de escuta ativa, do reconhecimento de que cada mulher carrega um universo de saber, e que todas merecem ser ouvidas.

O novo Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência e ao Feminicídio foi mais um compromisso de que não vamos aceitar perder mais nenhuma de nós.

E o Programa Mulher Viver+ veio para integrar tudo isso, fortalecendo os Organismos de Políticas para Mulheres nos municípios, garantindo que nenhuma cidade ficasse para trás?

Não são os números que me emocionam. É a mulher que saiu do ciclo da violência e hoje tem seu próprio negócio.

” Mas o que realmente me emociona não são os números. É a mulher que saiu do ciclo da violência e hoje tem seu próprio negócio. É a jovem que aprendeu programação e robótica e agora sonha em ser engenheira. É a pescadora que hoje tem acesso a crédito e sustenta a família”.

É a mandatária que, inspirada pelo Encontro, se candidatou e hoje representa sua comunidade. Essas conquistas não são minhas. São de todas as mulheres que acreditaram, que lutaram, que se organizaram.

O que fizemos foi só criar a condição para que elas pudessem florescer. E é isso que me move: saber que, com planejamento, diálogo e, acima de tudo, afeto, construímos uma política de Estado que vai muito além de um governo.

 Como a Sra. consegue conciliar a vida pública com a família?

Apesar da responsabilidade da vida pública, sigo preservando os meus valores. Sempre disse que minha força vinha de nunca me afastar das minhas raízes: a mesma igreja, a mesma padaria, a mesma costureira, a forma como construí minha família, minha vida, minha história. Meu endereço mudou recentemente, mas o lugar de onde eu vim continua o mesmo dentro de mim. Isso me mantém com os pés na realidade das pessoas e me lembra, todo dia, minha origem: de uma infância difícil, com meus pais trabalhando muito, e de uma juventude dividida entre o sonho e a barraca, para ajudar no sustento da casa como camelô.

O que me faz seguir é saber que, por mais dura que seja a sociedade, nós, mulheres, como mães, esposas, filhas, podemos ocupar o espaço que quisermos, inclusive na política.

Minha família é minha força, meu porto seguro, meu esposo Avelino, meus filhos são a razão pela qual levanto todos os dias com coragem para lutar por mais oportunidade para outras família como a minha.

Qual foi, é o papel da fé  cristã na sua trajetória, e que mensagem você deixa para quem compartilha desses valores?

A fé cristã foi o chão debaixo dos meus pés nos momentos mais difíceis. Sou evangélica há quase 30 anos, entrei numa igreja ainda adolescente, com 16 para 17 anos, e foi essa fé que me segurou de pé quando faltou tudo o mais. Aprendi, nesses anos todos de igreja, a conhecer um Deus que é amor, que caminha ao lado de quem trabalha duro e não desiste.

É essa fé que me deu força para seguir em frente diante de cada desafio, e que me ensinou que trabalho, perseverança e propósito, com o tempo, vencem qualquer obstáculo. Para quem, como eu, carrega a fé como bússola da vida: acredito que respeito, honestidade, solidariedade, trabalho e cuidado com a família são os valores que sustentam uma sociedade melhor.

E são esses os valores que guiam cada decisão que tomo na vida pública. Minha atuação sempre foi voltada a cuidar das pessoas, proteger mulher e criança, combater a violência e abrir oportunidade para quem mais precisa. Caminho sustentada pela família, pela comunidade e pelo compromisso com o próximo, e é com esse compromisso que sigo, todos os dias!

O que a Sra. diria para quem está começando do zero e sonha em transformar a própria realidade?

Eu sou prova de que origem não determina destino. Comecei como camelô, fui vereadora, vice-governadora e secretária das Mulheres do Espírito Santo. Nada disso aconteceu por acaso, foi resultado de muito trabalho, coragem e perseverança.

A distância entre a Praça Costa Pereira e o Palácio Anchieta pode até parecer grande, mas ela prova uma coisa: quando a gente acredita no próprio sonho e não desiste, dá para transformar a própria história. É essa convicção que segue guiando minha caminhada.

Continuo comprometida com o Estado do Espírito Santo, trabalhando para gerar oportunidade, fortalecer política pública e melhorar a vida das pessoas e, principalmente, das mulheres empreendedoras.

E pretendo continuar na vida pública — no momento oportuno, e dentro das regras da legislação eleitoral, quero colocar meu nome à disposição dos capixabas como pré-candidata a deputada estadual.

Seja qual for o desafio que vier pela frente, meu compromisso permanece o mesmo: servir ao Espírito Santo com trabalho, responsabilidade e resultado.

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