Calçadão Educação – Material Escolar – Consumidor precisa de estratégias para economizar

Calçadão Educação – Material Escolar – Consumidor precisa de estratégias para economizar

Confira estratégias para economizar na compra do material escolar Pesquisa da Fundação Ipead mostra como consumidores estão economizando para adquirir itens da lista de material escolar

A maioria dos consumidores , cerca de 75%, está adotando alguma estratégia para economizar na compra do material escolar. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Fundação Ipead (Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Entre as estratégias mais citadas estão a pesquisa de preço em diferentes estabelecimentos (64,15%), seguida pela reutilização do material escolar (como mochila, estojo, lapiseira, canetinhas, apontador) do ano anterior (50,94%).

A busca por apostilas e livros didáticos usados foi citada por 26,42% dos entrevistados, opção que praticamente dobrou entre 2025 e 2026. Já a realização de compras pela internet recuou de 59,62% em 2025 para 45,28% em 2026.

A substituição de marcas para produtos novos é uma estratégia citada por 37,74% dos consumidores. Para 15,09% dos entrevistados é possível economizar fazendo compras com antecedência. Realizar compras em conjunto com outros pais para negociar descontos é a ideia de 7,55% dos entrevistados. 

A forma de pagamento também revela que o consumidor da capital mineira está apertado nesse início de ano, já que metade (49,30%) dos entrevistados pretende pagar as compras de material escolar de forma parcelada no cartão de crédito. Já a opção de pagamento à vista – com dinheiro, cartão de débito ou Pix – foi a escolha de 22,54% dos entrevistados, menor percentual desde 2022. 

30% dos empresários estão otimistas com a volta às aulas

 Pesquisa sobre a volta às aulas. Para 30,2% das empresas  que comercializam material escolar as vendas do período serão melhores que as do ano passado, enquanto 42% esperam que sejam iguais e 12,1% acreditam que serão piores. 

A explicação para o bom desempenho, conforme os empresários, é o aquecimento do comércio, seguido pelo impulso dos novos produtos, o otimismo/esperança e as ações das lojas. Já os pessimistas acreditam que um consumidor mais cauteloso, o endividamento, a crise econômica e o fato do município estar distribuindo material escolar podem comprometer a performance.

Para quase metade dos entrevistados (49,6%), a estimativa é de que cada cliente gaste entre R$ 100 e R$ 300. Entre as ações para estimular as vendas, as mais citadas pelos empresários são propaganda e ou divulgação (41%), promoções/liquidações (30,8%) e o atendimento diferenciado (20,6%). Apenas 15,7% das empresas contrataram funcionários temporários para atender à demanda da volta às aulas. 

“A volta às aulas tem impulsionado o comércio em janeiro entre as empresas que comercializam itens da temporada. Mesmo com a cautela do consumidor, estratégias comerciais e financeiras bem planejadas podem ser determinantes para ampliar o volume de vendas, seja por meio de promoções aplicadas a listas completas ou a produtos individuais”, analisou Fernanda Gonçalves, economista.

Fonte – Estado de Minas.

Pedro Cerqueira

Repórter