Calçadão Econimia – Dólar em queda – O que significa na hora de viajar ou comprar

Calçadão Econimia – Dólar em queda – O que significa na hora de viajar ou comprar

A moeda americana tem oscilado bastante; especialistas em finanças pessoais dão dicas sobre o que fazer com seu dinheiro diante do cenário cambial atual. Dólar em queda: é hora de comprar, viajar ou esperar mais um pouco?

 

A recente queda na cotação do dólar frente ao real em janeiro de 2026 acendeu um alerta para muitos brasileiros, especialmente após a desvalorização de mais de 9% da moeda brasileira em 2025. Com o dólar oscilando entre R$ 5,28 e R$ 5,60 ao longo do mês, a dúvida sobre o que fazer com o dinheiro se torna central: comprar para uma viagem futura, investir ou simplesmente aguardar por novas quedas? A resposta depende diretamente do seu objetivo financeiro e do seu praz!

Fique por dentro das notícias que importam para você

Leia: Onde o real vale mais: 5 países para sua próxima viagem em 2026

Nesta quarta-feira (28/1), US$ 1 corresponde a R$ 5,22. A última vez em que a moeda teve esse valor foi em maio de 2024. Neste meio tempo, a moeda se manteve mais cara e chegou ao recorde histórico de R$ 6,20.

Para quem tem uma viagem internacional marcada para os próximos meses, o cenário atual é favorável. A recomendação é aproveitar a baixa para começar a comprar a moeda aos poucos. Fazer aquisições fracionadas ajuda a garantir um preço médio interessante, diluindo o risco de comprar todo o montante em um momento de alta inesperada.

Leia Mais

Já para o consumidor, a desvalorização do dólar pode significar um alívio no bolso, principalmente em produtos eletrônicos e outros importados. Contudo, é importante lembrar que a redução de preços nas prateleiras não é imediata. As empresas geralmente trabalham com estoques comprados com a cotação antiga, e o repasse para o consumidor final pode levar algumas semanas.

Planejamento é a chave

Tentar adivinhar o “piso” da cotação do dólar é uma aposta arriscada, mesmo para investidores experientes. O mercado cambial é influenciado por uma série de fatores, tanto internos quanto externos, como as decisões sobre taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Especialistas alertam ainda que a volatilidade deve permanecer alta em 2026, principalmente por ser um ano de eleições presidenciais no Brasil, o que torna as previsões muito incertas.

Leia: Como a cotação do dólar influencia o preço do pãozinho ao azeite

Por isso, a melhor estratégia é sempre o planejamento. Se o seu objetivo é dolarizar parte do patrimônio como forma de diversificação, a compra escalonada também se aplica. Defina um valor mensal para comprar a moeda, independentemente das oscilações de curto prazo. Essa disciplina ajuda a construir uma posição em dólar sem se expor totalmente aos humores do mercado.

Quem pensa em investir em ativos internacionais, como ações de empresas americanas, também se beneficia do câmbio mais baixo. O momento pode ser oportuno para iniciar ou aumentar a exposição a esses investimentos, já que o custo para enviar o dinheiro para o exterior fica menor.

A decisão de comprar, seja para viajar ou investir, deve ser baseada em uma análise pessoal. Avalie sua necessidade e tolerância ao risco. Esperar por uma queda ainda maior pode ser frustrante se a moeda voltar a subir. Agir com base em um plano bem definido é a forma mais segura de lidar com as flutuações do dólar.

Fonte – Estado de Minas

SIGA

Giovanna de Souza

Repórter
Editoria de Gerais
28/01/2026 16:45– atualizado em 28/01/2026 16:47