Para alcançar o Palácio do Planalto ou se perpetuar no poder em uma eventual reeleição, como busca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, os partidos políticos podem formar blocos e se unir em federações, seja por afinidade ideológica ou busca de maior protagonismo político. Confira a seguir quais são os partidos da esquerda e do Centrão alinhados com Lula.

Equipe ministerial de Lula, entre eles Rui Costa, Geraldo Alckmin, Margareth Menezes, Alexandre Silveira e Gleisi HoffmannFederação Brasil da Esperança seguirá vigente em 2026. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O núcleo duro: A Federação Brasil da Esperança e o PSB

Outro partido que integra a base de Lula é o Partido Socialista Brasileiro (PSB), do vice-presidente Geraldo Alckmin. O PDT (Partido Democrático Trabalhista) também pode oficializar apoio a Lula nas eleições de outubro, após a saída de Ciro Gomes.

Além dos parceiros ideológicos, a base governista também conta com partidos que apoiam o Executivo no Congresso, encorpando votações que pautam as políticas públicas propostas por Lula ou que ocupam cargos nos 38 ministérios.

A “base de governabilidade” é composta por siglas como o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o PSD (Partido Social Democrático) e o União Brasil. Embora ocupem pastas estratégicas no governo, com Renan Filho (Transportes), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), respectivamente, as legendas liberam seus diretórios estaduais para alianças locais, muitas vezes em oposição ao PT.

O apoio do Centrão: A relação com o PP e o Republicanos

Apesar de votar de maneira independente em algumas pautas, o Republicanos integrou a base e teve ministérios ligados ao governo. O Executivo também contou recentemente com o apoio do Progressistas (PP), que conta com filiados em posições de destaque na gestão de Lula.

Com a proximidade das eleições gerais de outubro, entretanto, a participação das legendas de centro tende a se enfraquecer. O PP, por exemplo, anunciou no fim do ano passado o afastamento da base governista para formar, ao lado do União Brasil, a Federação União Progressista. O mesmo caminho deve ser seguido pelo Republicanos, que também deve migrar para palanques de oposição.

Esquerda e ambienta lismo: PSOL, REDE e o PDT em 2026

Partidos políticos com alinhamento no campo progressista nutrem ligação histórica com o governo Lula. Além de convergirem ideologicamente, siglas como o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e REDE (Rede Sustentabilidade) são aliados programáticos do Executivo.

O PSOL passou a integrar parcialmente a base governista nas eleições de 2022, mediante a inclusão de propostas populares no programa de governo, como a revogação da reforma trabalhista e do Teto de Gastos, assim como a necessidade de criar um novo marco fiscal.

No caso do REDE, da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o apoio programático ocorre com pautas de políticas públicas voltadas ao ambientalismo e sustentabilidade, como a transição energética verde, proteção da biodiversidade e mudanças climáticas.