Calçadão Eleições 2026 – Conheça os Partidos aliados do governo Lula
Seja por afinidade ideológica ou maior espaço político, diversos partidos políticos ampliam a possibilidade de atuação em futuro governo - janeiro de 2027 a dezembro de 2030.
Eleições 2026
Partidos aliados do governo Lula: Quem compõe a base e quem fica para 2026?
Seja por afinidade ideológica ou busca de maior protagonismo político, diversos partidos políticos podem integrar o palanque de Lula em 2026
Para alcançar o Palácio do Planalto ou se perpetuar no poder em uma eventual reeleição, como busca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, os partidos políticos podem formar blocos e se unir em federações, seja por afinidade ideológica ou busca de maior protagonismo político. Confira a seguir quais são os partidos da esquerda e do Centrão alinhados com Lula.
Federação Brasil da Esperança seguirá vigente em 2026. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O núcleo duro: A Federação Brasil da Esperança e o PSB
Atualmente, a base aliada do terceiro mandato de Lula é formada por um conjunto de partidos alinhados ideologicamente ao PT (Partido dos Trabalhadores). São eles o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV), que formam ao lado da sigla petista a Federação Brasil da Esperança.
Outro partido que integra a base de Lula é o Partido Socialista Brasileiro (PSB), do vice-presidente Geraldo Alckmin. O PDT (Partido Democrático Trabalhista) também pode oficializar apoio a Lula nas eleições de outubro, após a saída de Ciro Gomes.
Partidos com Ministérios: MDB, PSD e União Brasil em 2026
Além dos parceiros ideológicos, a base governista também conta com partidos que apoiam o Executivo no Congresso, encorpando votações que pautam as políticas públicas propostas por Lula ou que ocupam cargos nos 38 ministérios.
A “base de governabilidade” é composta por siglas como o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o PSD (Partido Social Democrático) e o União Brasil. Embora ocupem pastas estratégicas no governo, com Renan Filho (Transportes), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), respectivamente, as legendas liberam seus diretórios estaduais para alianças locais, muitas vezes em oposição ao PT.
O apoio do Centrão: A relação com o PP e o Republicanos
O chamado Centrão, bloco formado por partidos de centro e centro-direita no Congresso Nacional, também costuma dar musculatura à coalização do governo federal, por meio de negociação de emendas parlamentares ou cargos políticos.
Apesar de votar de maneira independente em algumas pautas, o Republicanos integrou a base e teve ministérios ligados ao governo. O Executivo também contou recentemente com o apoio do Progressistas (PP), que conta com filiados em posições de destaque na gestão de Lula.
Com a proximidade das eleições gerais de outubro, entretanto, a participação das legendas de centro tende a se enfraquecer. O PP, por exemplo, anunciou no fim do ano passado o afastamento da base governista para formar, ao lado do União Brasil, a Federação União Progressista. O mesmo caminho deve ser seguido pelo Republicanos, que também deve migrar para palanques de oposição.
Esquerda e ambienta lismo: PSOL, REDE e o PDT em 2026
Partidos políticos com alinhamento no campo progressista nutrem ligação histórica com o governo Lula. Além de convergirem ideologicamente, siglas como o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e REDE (Rede Sustentabilidade) são aliados programáticos do Executivo.
O PSOL passou a integrar parcialmente a base governista nas eleições de 2022, mediante a inclusão de propostas populares no programa de governo, como a revogação da reforma trabalhista e do Teto de Gastos, assim como a necessidade de criar um novo marco fiscal.
No caso do REDE, da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o apoio programático ocorre com pautas de políticas públicas voltadas ao ambientalismo e sustentabilidade, como a transição energética verde, proteção da biodiversidade e mudanças climáticas.
Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.

