Calçadão Brasil – A importância da história de residência ao Regime Militar para a Democracia e Soberania Nacional
O verde e Amarelo faz parte da luta contra as Forças Armadas - O Regime Militar - impôs ao povo brasileiro Regime político de DITADURA. Regime totalitário que assassinou, torturou, censurou - LEI do silêncio em 1968 com o Ato Institucional nºo5 - AI- 5 - "Legalizou a Tirania Militar", seciando o pensamentos ideológicos plurais - O MR8 - Movimento Revolucionário 08 de Outubro tem que ser levado como importante ação de resistência ao periodo de 25 anos de Ditadura Militar no Brasil
| Movimento Revolucionário Oito de Outubro | |
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Bandeira do Movimento Revolucionário 8 de Outubro
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| Datas das operações | 1967–1985 (grupo de guerrilha urbana) 1985–2009 (movimento político) 2009–2019 (partido político) |
| Fundação | 1964 |
| Área de atividade | |
| Ideologia | Marxismo-leninismo[1] |
| Principais ações | Guerrilhas, assaltos e sequestros (pré-1985) Participação política popular (pós-1985) |
| Ataques célebres | Sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil em 1969 |
| Status | ativo |
| Motivos | Combate a ditadura militar brasileira e a censura, defesa de um regime socialista |
Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) foi uma organização política marxista que participou da luta armada contra a ditadura militar brasileira. Surgiu em 1964, no meio universitário da cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, com o nome de Dissidência do Rio de Janeiro (DI-RJ).[2] Depois foi rebatizada em memória do dia em que Che Guevara foi capturado, na Bolívia, em 8 de outubro de 1967.
Dedicou-se a participar do movimento político popular e a editar o jornal Hora do Povo. Foi também responsável pelo Partido Pátria Livre, fundado em 2009 e incorporado ao Partido Comunista do Brasil em 2019.
História
Resultado de uma cisão de universitários com o Partido Comunista Brasileiro, a DI-RJ (a partir de 1967, MR-8) atuou em várias ações do movimento estudantil e do início da luta armada, em 1968. Desarticulado pela ação do exército brasileiro no início de 1969, seus sobreviventes ainda em liberdade juntaram-se aos integrantes da Dissidência Comunista da Guanabara (DI-GB), atuante desde 1966 nas manifestações políticas sob a liderança de Vladimir Palmeira, e juntas, reconstituíram um “novo” MR-8.[2] A organização, então já atuando como um grupo de guerrilha urbana, tornou-se nacional e internacionalmente conhecida com seu papel preponderante no sequestro do embaixador estadunidense no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969, realizado em conjunto com a Ação Libertadora Nacional (ALN), de São Paulo. A ação foi realizada, em princípio, para libertar o líder estudantil Vladimir Palmeira, preso desde o ano anterior.[2][3]
No rastro do sequestro do embaixador, alguns integrantes do grupo foram mortos por não se entregarem e resistirem a iminente prisão. Mesmo assim, nos anos seguintes, as operações armadas do MR-8, com roubos, assaltos a bancos e supermercados, prosseguiram no Rio. No MR-8 militava Iara Iavelberg, então companheira do ex-capitão Carlos Lamarca e em 1971, com o quase completo desmantelamento da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), da qual ele era um dos dirigentes, o MR-8 passou a contar com a militância do líder guerrilheiro. Em setembro daquele ano, porém, Lamarca foi morto no interior da Bahia,[4] seguindo-se à morte de Iara em Salvador, pouco menos de um mês antes.[5]
A maioria dos militantes se retirou para o Chile em 1972, sendo o grupo reestruturado posteriormente com outras orientações.[2] A preferência por ações armadas deu lugar à atuação política, e o MR-8 foi abrigado no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), tendo Orestes Quércia como principal liderança. O grupo passa a editar o periódico Hora do Povo.[6]
Além de Carlos Lamarca e Iara Iavelberg, militaram no MR-8 Fernando Gabeira, Franklin Martins, Cid Benjamin, Cláudio Torres da Silva, Vera Silvia Magalhães (todos participantes do sequestro de Elbrick), César Benjamin, Stuart Angel Jones, Daniel Aarão Reis Filho, José Roberto Spiegner, Miguel Ferreira da Costa, João Lopes Salgado, Reinaldo Silveira Pimenta, Félix Escobar Sobrinho, Marilene Villas-Boas Pinto, Lucas Gregorio, Márcia Ferreira da Costa, Franklin de Mattos, Alfredo Iser, João Manoel Fernandes, entre outros, vários deles mortos durante a luta contra o regime militar ditatorial. Conforme a Comissão Nacional da Verdade, morreram e desapareceram, entre 1946 e 1988, 434 opositores ao regime militar, sendo a maioria deles no período da ditadura de 1964 a 1988.[7]
Partido Comunista do Brasil (PCB)1922–1961 |
Partido Comunista Brasileiro (PCB)1961–1992 |
Partido Popular Socialista (PPS)1992–2019 |
Cidadania2019–presente |
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Partido Comunista (PC)1992–1993 |
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Partido Comunista Brasileiro (PCB)1993–presente |
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Liga Comunista Internacionalista (LCI) |
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Partido Operário Leninista (POL) |
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Partido Socialista Revolucionário (PSR) |
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Partido Comunista do Brasil (PCdoB)1962–presente |
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Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR8) |
Partido Pátria Livre (PPL)2009–2019 |
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Ver também
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VAR-Palmares
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COLINA
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O Que É Isso, Companheiro?
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O Que É Isso, Companheiro? (filme)
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Sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil em 1969
Referências
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«MR-8 é o último moicano quercista». Folha de S. Paulo. www1.folha.uol.com.br. 11 de setembro de 1994. Consultado em 4 de setembro de 2017
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Barbosa da Silva, Sandra Regina. «Ousar lutar, ousar vencer:histórias da luta armada em Salvador (1969-1971)» (PDF). Universidade Federal da Bahia. Consultado em 20 de junho de 2011
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«Manifiesto de ALN y MR-8 ante el secuestro del embajador de los EE.UU. Charles Burke Elbrick». Cedema. Consultado em 6 de setembro de 2020
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«Lamarca morto na Bahia». Almanaque da Folha. 19 de setembro de 1971. Consultado em 20 de junho de 2011
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«Iara Iavelberg». Grupo tortura Nunca Mais. Consultado em 20 de junho de 2011. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2009
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«Los gorilas muestran los dientes a Chile. Entrevista a un dirigente nacional del MR-8». Cedema. Consultado em 6 de setembro de 2020
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«Entrevista a un dirigente del MR-8 (Punto Final)» (PDF). Cedema. Consultado em 6 de setembro de 2020
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Abreu, Alzira Alves de. «Partido Comunista do Brasil (PCB)» (PDF). Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) – Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 26 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 7 de abril de 2025
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Alfaia, Iram (28 de maio de 2019). «TSE aprova incorporação do Partido Pátria Livre, o PPL, ao PCdoB». Portal Vermelho. Consultado em 29 de maio de 2019
Bibliografia
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CAMURÇA, Marcelo Ayres. Os ‘Melhores Filhos do Povo’. Um estudo do ritual e do simbólico numa Organização Comunista: O caso do MR-8. Rio de Janeiro, 1994. Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio de Janeiro [Orientador: Otávio Guilherme Alves Velho]
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Atividade paramilitar durante a ditadura militar no Brasil (1964 – 1985)
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Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.

