Calçadão ES – Entrevista – Raimundo de Oliveira Silva – “Raimundo Gentileza”
Em Vitória, capital do ES o Morro do Alagoano tem uma escadaria que entrou para a história de nosso estado e a cada dia projeta seu idealizador pela seguinte frase - "Sorria, de um bom dia, boa tarde, boa noite". "Gentileza gera Gentileza. - Raimundo "Gentileza".
Por – Mário Berardinelli –
editoria – Jornal Calçadão.
Entrevista
“Raimundo Gentileza” –
Raimundo de Oliveira Silva.
A palavra tem poder. Move a graça e a não graça, em entrevista Raimundo Gentileza nos fez a gentileza de fazer um registro de sua rica trajetória de vida nas comunidades periféricas de Vitória – capital, atitudes que hoje gentilmente lhe ofertam ser notório em todo estado e em curso como exemplo ao povo brasileiro, pelo exemplo de vida ao ser humano, amável, gentil e acolhedor.
Leia a entrevista que revela um pouco da história dos caminhos da frase que líder político oferta reflexão.
“Gentileza Gera Gentileza”
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Sr. Raimundo, fale sobre suas origens?
A origem de meu sobrenome vêm de portugueses. Meus pais nasceram em Vitória, viveram em Vitória, somos de origem humilde. A origem dos sobrenomes de Oliveira vem de minha mãe. Silva do meu pai. A origem dos dois sobrenomes vem de famílias portuguesas de Oliveira Silva. O povo que iniciou tudo que somos, pela história da colonização no estado, são 500 anos de registros do povo português, das famílias de origem europeia portuguesa no estado, no país.
Como vê a relação do início da nossa historia, cidade, estado, culturalmente com Portugal – Europa, país que construiu a colonização do “Solo Espírito Santense”, que tem cinco séculos?
Temos homenagens comemorativas aos imigrantes italianos, alemães, pomeranos, mas os portugueses não são reconhecidos na capital, em Vila Velha. Os descendentes de portugueses devem ter culturalmente suas ações reconhecidas. Os governos deveriam avaliar.
Tenho pensado na falta de reconhecimento ás famílias que aqui vivem de origem portuguesa nas cidades, no estado que de suas culturas nasceu e se fazem vivas nas origens de nosso povo espírito santense, a relação com os colonizadores do estado e do Brasil passa pelos portugueses.
A palavra “oliveira” lembra Monte das Oliveiras, lugar de nobreza, santificado, certo?
Sim. Há nobreza no sobrenome de Oliveira. Existem grandes personalidades, conheci um grande empresário, influente, expressivo de sobrenome de Oliveira.
Em Portugal até pouco tempo o primeiro Ministro era Cavaco Silva, Ayrton Sena da Silva. Luis Inácio Lula da Silva, entre muitos outros.
O operário, o povo trabalhador em grande número, possue sobrenomes Silva – Oliveira.
Seria um gesto de gentileza o reconhecimento do início, que passa pela colonização com a Capitania do Espírito Santo?
Sim, sem dúvida. O reconhecimento geraria um ato de respeito ao povo português e ás famílias que estão a 500 anos no estado. Existem famílias que fazem parte do princípio de tudo. Pessoas que vieram de Portugal em busca de melhores condições de vida.
Vejo que sim, um reconhecimento aos sobrenomes de origem portuguesa. Gonçalves, Magalhães, Lemos, Gomes, Silva, Coutinho, Fernandes, Oliveira, Monjardim, entre muitos outros sobrenomes que aqui vivem.
Raimundo o que é a palavra Gentileza?
Gentileza é uma essência que você tem. Ser contente,cumprimentar o próximo, sendo a pessoa conhecida ou não conhecida, ser feliz, dar um abraço, se colocar a disposição de alguém, ofertar cordialidade, ser alegre, gentil e jamais chegar próximo das pessoas se lamentando da vida, do dia a dia.
Gentileza tem haver com cultura?
Não. Você pode ser ignorante e ser gentil, você pode ser como muitos homens da roça, não ser diplomado, dotado de estudos, ter pouco ou nenhum estudo e ser amável, gentil, alegre, feliz.
Fale um pouco do Raimundo do Alagoano?
Estou com 79 anos, quando vim para o Morro do Alagoano eu tinha 11 anos. Naquele morro só existiam 6 casa, o morro habitado não existia, era uma floresta, não existia becos, escadarias, ruas, comécios.
Qual foi o seu primeiro ato de filantropia?
Quando eu tinha 11 anos de idade eu tive a oportunidade de doar um caderno a um garoto de 12 anos e mandei o garoto estudar. Teve um período que eu tinha 100 crianças que ainda jovem apoiei com doações de material escolar eu doava caderno lápis e canetas. Era uma festa lá em casa quando eu conseguia 20, 30, lápis, canetas, cadernos, borrachas.
Coisas simples, mas incentivaram crianças a estudar. Foi naturalmente que comecei a atuar e trabalhar por uma comunidade carente. Eu percorria, recorria a pessoas que doavam e me ajudavam no trabalho de incentivo as crianças, ás famílias.
Hoje os governos oferecem salário família, bolsa estudo, tiket -alimentação, merenda escolar de qualidade, incentivando diversos as crianças e adolecentes ao estudo. Naquela época não tínhamos o que temos hoje, proporcionado pelas prefeituras, pelo governo do estado, pelo governo federal viabilizando todo material escolar, uniformes, transporte escolar, cartão de passagem de ônibus, incentivos financeiros a quem passa de ano, escolas climatizadas, etc…
Ai as ações na comunidades foram evoluindo?
Certa ocasião resolvi trazer eventos culturais. Consegui trazer a Orquestra Filarmônica do Estado aqui na comunidade do Morro do Alagoano. Eu provoquei o desafio ao maestro e aos músicos se apresentarem em um evento, apresentação musical orquestrada aqui na comunidade, as pessoas na plateia e os próprios integrantes possuíam muito preconceito com os morros, mas deu certo. Hoje penso em fazer um projeto para que possa viabilizar a Orquestra Filarmônica tocar em todos os morros da cidade.
Posteriormente organizei e idealizei o “Festival de Botequim”. Fizemos o Festival de Botequim por vinte edições. Festival de Música Samba e Pagode.
Esses eventos eu que patrocínio, eu que me responsabilizo por tudo, pagamento de músicos, estrutura, divulgação fica tudo por minha responsabilidade. Possuo o registro da marca. Estou buscando instituições que possam seguir o exemplo de parceria fimada com o SESC-ES.
Como foi a edição do ano passado no bairro Parque Moscoso que atraiu milhares de pessoas de toda cidade?
Hoje graças a atual gestão do presidente FECOMÉRCIO-ES Hildebrando Moro e a Luiz Toniato – Diretor Regional do SESC-ES, nós conseguimos passar a edição do FEMUSQIM para o “Calendário Oficial de Eventos do SESC-ES”, eventos de marco cultural no estado.
O Geraldo Shuler e Luiz Toniato abriram diálogo e assinamos contrato passando os direitos, a marca para a Regional do SESC-ES.
O evento em outubro do ano de 2025 marcou uma nova era Festival de Música FEMUSQUIM, o evento foi realizado na Praça Misael Pena – Parque Moscoso, atendendo aos bairros de toda Região do Centro e da cidade.

FEMUSQUIM – Agora faz parte do Calendário Anual de Eventos do SESC-ES – gestão Luiz Toniato como diretor regional do SESC-ES assumiu a responsabilidade pelo evento musical.
Na gestão Luiz Toniato como diretor regional do SESC – ES , tendo Geraldo Shuler em atuação em sua diretoria no SESC-ES a instituição ligada a FECOMÉRCIO-ES, cuja o presidente Hildebrando Moro tem dado total incentivo e parcerias com as comunidades.
Recuperou a área de lazer urbanizando toda a Praça Misael Pena – Antiga Rodoviária de Vitória que pôr anos as lideranças da comunidades estavam solicitando. A inauguração da praça foi um evento muito bom com a primeira edição do evento sendo gerido pelo SESC-ES. Graças a Deus está muito bem entregue o evento de samba e pagode – FEMUSQUIM ao SESC-ES.
- Tem mais eventos que o senhor é o idealizador?
- O Festival de Música de Chorinho também é um evento de sucesso, eu que organizei e realizei várias edições. É muito difícil desenvolver esses projetos sozinho, são eventos que envolvem inúmeras responsabilidades, custos, e sempre tenho de buscar apoio, patrocínio é muito difícil organizar um evento com qualidade como faço.
- Como surgiu a questão da “Pintura na Escadaria da Fama” no moro do Alagoano, que é um marco em sua vida?
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A escadaria da Fama tem 30 anos, a escadaria era muito feia, feia. Ai eu resolvi varrer e lavei e pintei, melhorou o visual 100%. Eu resolvi escrever a seguinte mensagem nos degraus da escadaria.
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Editor – Empreendedor no setor de publicações independentes e fundador do Jornal Calçadão em 1988 – agosto. Fundador do Parque Pedra da Cebola – onde com o Jornal Calçadão durante 10 anos construiu uma tese : Notícias Saudáveis transformam a sociedade doente.. Editor da Revista Municípios do Espirito Santo – 1998 a 2010 – Com 18 edições.

