Calçadão Brasil x EUA – “Brasil vai virar um pária internacional’, alerta Lewandowski após EUA classificarem PCC e CV como terroristas e PV”

Calçadão Brasil x EUA – “Brasil vai virar um pária internacional’, alerta Lewandowski após EUA classificarem PCC e CV como terroristas e PV”

Ex-ministro da Justiça avalia que decisão dos EUA amplia riscos econômicos e jurídicos para empresas no Brasil Ministro Ricardo Lewandowski (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 – O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas poderá trazer consequências econômicas e jurídicas relevantes para o Brasil.

Em entrevista à coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Lewandowski alertou para o risco de deterioração da imagem do país perante investidores estrangeiros e para o aumento dos custos enfrentados por empresas que atuam no mercado brasileiro.

“O Brasil vai virar um pária internacional”, afirmou o ex-ministro.

Lewandowski prevê impacto sobre investimentos

Na avaliação do ex-ministro, a medida adotada pelo governo dos Estados Unidos poderá ampliar a percepção de risco em relação ao Brasil e comprometer a atração de investimentos. 

Segundo ele, a classificação das facções como organizações terroristas gera insegurança entre investidores estrangeiros. “O país que abriga organizações terroristas assusta os investidores estrangeiros. O custo de investir dinheiro no Brasil vai aumentar”, declarou.

Lewandowski argumenta que o impacto não ficará restrito ao campo político ou diplomático. Atualmente atuando na iniciativa privada como consultor jurídico, ele afirma que a decisão poderá afetar diretamente a atividade empresarial.

Empresas terão custos mais elevados

De acordo com o ex-ministro, empresas que mantenham qualquer tipo de relação, mesmo indireta e involuntária, com organizações classificadas como terroristas poderão enfrentar consequências severas.

“Elas estarão sujeitas, não a sanções econômicas, administrativas, fiscais ou tributárias — mas a sanções criminais caso se relacionem, ainda que indiretamente, e sem intenção, com uma dessas organizações. Isso é muito grave, não é uma sanção como outras”, afirmou.

Lewandowski também destacou o aumento dos custos operacionais para companhias que atuam no país. “Essa designação vai aumentar os custos das empresas com seguros, compliance e medidas administrativas, pois os cuidados terão que ser redobrados”, disse.

O ex-ministro citou ainda exemplos de países que enfrentaram situações semelhantes, como Líbia, Irã e Iraque, ressaltando que essas nações atravessaram períodos de forte dificuldade econômica. “É preciso que o empresariado compreenda o mal que está sendo feito ao país do ponto de vista econômico”, acrescentou.

Governo Lula critica família Bolsonaro

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas na noite de quinta-feira (28).

A decisão, que entra em vigor no dia 5 de junho, foi divulgada um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro se reunirem com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrantes da cúpula do governo estadunidense.

Em nota, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da família Bolsonaro no episódio. O texto afirma que seus integrantes são “falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.

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247 – Fonte.

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