Peixes mortos Rio FormateFoto: Reprodução/TV Vitória

óleo que vazou durante o combate a um incêndio em um galpão logístico em Viana pode ter provocado a morte de peixes no Rio Formate. A informação foi divulgada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que investiga o caso.

A morte dos peixes — principalmente tilápias e carpas — começou a ser registrada no último sábado (7). Já na segunda-feira (9), moradores identificaram manchas de óleo na água.

Na quarta-feira (11), o Iema informou que há indícios de que o problema esteja relacionado ao incêndio ocorrido no galpão, onde havia produtos com óleo em sua composição.

O material teria se misturado à água utilizada pelos bombeiros no combate às chamas e alcançado o manancial.

Duas barreiras de contenção foram instaladas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Iema nas proximidades da ponte do Rio Formate, na entrada da comunidade Coqueiral de Viana, para tentar impedir que o óleo se espalhe.

Entre no grupo do Folha Vitória no WhatsApp Entre no grupo do Folha Vitória no WhatsApp

Moradores relatam forte odor na região. “Quando o sol esquenta, o odor dobra. A gente que mora aqui não tem como lidar com o fedor”, afirmou o aposentado Francisco Faria.

O produtor rural Jeremias Coelho Faria questiona as medidas adotadas. “Quem vai recolher esse material, esse óleo?”, cobrou.

Segundo o Iema, até o momento não foram identificadas alterações significativas nos parâmetros de qualidade da água, mas o monitoramento segue em andamento.

A empresa responsável pelo galpão foi autuada e deverá instalar barreiras adicionais de contenção, recolher o óleo remanescente, remover os peixes mortos, realizar a limpeza das áreas afetadas e promover análises da água em pontos estratégicos.

A Prefeitura de Viana informou que também apura o caso.

Para o ambientalista Eraylton Moreschi, há risco de o impacto ambiental se ampliar.

Esse óleo pode seguir pelo curso do rio, chegar ao Rio Jucu e, posteriormente, ao mar. Falta comprometimento dos órgãos ambientais com uma atuação mais efetiva para combater esses crimes ambientais.

Eraylton Moreschi, ambientalista

As investigações continuam para dimensionar os danos ambientais e eventuais responsabilidades.

*Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record